quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Criticar e não criticar

Hoje vi um texto num blog que gostei muito. O Felipe Neto, que escreve para o ControleRemoto.tv, fez uns comentários sobre a @Twitess, e como ela virou BBB, e achei bem legal.
O texto, que pode ser lido AQUI, me fez perceber que muita gente não tem noção sobre internet, mídia, popularidade, enfim...A relação celebridade virtual com a real, basicamente.
Dei aquela lida, de leitor virtual mesmo, e me lembrei de outros casos como o dessa moça. E, ao começar a escrever um comentário, escrevi um texto até que grande... Mas, muito mais que isso, vi que as pessoas levaram muito mais o texto para o lado pessoal - o rapaz está "atacando" a imagem da moça, que é inveja, que é isso ou aquilo - do que para um lado mais....reflexivo.
Se ele está atacando ou não, não interessa. As pessoas precisam ver é que, na verdade, ela é apenas MAIS UMA. Essa compulsão por ser famosa, virar celebridade, já está atingindo uma outra camada, uma outra realidade, fazendo com que os milhares de leitores e seres virtuais se confundam com o real e que alguns desses seres ultrapassem essa dimensão, essa fina camada... Onde quero chegar: daqui a pouco, existirá teste do sofá para celebridade virtual.


Aqui, deixo o comentário que fiz ao texto do Felipe, para quem quiser ler.
"Bom, não lí os comentários e dei aquela lida básica de leitor virtual mesmo, mas preciso comentar algumas coisas.

1 – Já fui seguidora dessa moça, que me adicionou assim que criei o meu Tuíter. Alguns dias depois, dei unfollow por não suportar mais o “spam” de futilidades e imbecilidades, lixos virtuais e comentários sem noção feitos por ela. Não que eu possa julgar – também falo muita besteira e não estou nem aí – , mas percebi que ela (e não somente, btw) parecia ficar o dia inteiro em busca de mais uma porcaria para fazer virar tweet, na esperança de virar uma modinha virtual para ela poder chamar de “meu”. Não se se você entendeu…Mas eu, pelo menos, escrevo o que eu quero, porque eu quero, e não para tentar entreter quem possa vir a ler o meu tweet. Não gostou, dá unfollow, sacou?
2 – Outra coisa importante é que eu já tinha reparado nesse tipo de “fenômeno” na internet, mas bem antes da Twittess. Sabe a MariMoon? Pois é, ela surgiu da mesma forma, praticamente: tinha um fotolog “pop”, com muitos amiguinhos, era uma pessoa que quase todo fotologger de 12-17 anos queria ser (cabelo colorido, piercing, “maneirona”). Quando a vi na capa da Capricho, uns anos depois de ter abandonado o meu fotolog, não acreditei. Não é que ela apareceu na mídia? E de uma forma tão…inexplicável e sem sentido! Não que hoje ela não seja profissional, ou algo assim – eu abandonei a MTV faz tempo, por não suportar mais a grade imbecil montada e remontada no decorrer dos anos – mas esse surgimento por essa “popularidade virtual”, que não foi pela batalha árdua que muitos estudantes de jornalismo, publicidade, atrizes e atores, passam para ter um mínimo espaço na mídia.
- Não acho que você esteja dando foco justamente em quem você não concorda que tenha popularidade. Pra mim, você falar dela AGORA não fará diferença: ela já é uma BBB, e a grande massa brasileira que consome o programa já está criando vínculos. O que você fez foi dar um exemplo, o que é muito mais importante nisso é FAZER PENSAR. E acho que isso você acabou fazendo, pois por mais que não concordem, ou critiquem, eles pensaram sobre o assunto.

Não vou entrar em detalhes quanto aos outros comentários, pois muitos, na minha opinião, estão equivocados, e seria muita pretensão tentar explicar o que se quis dizer, na verdade. As pessoas precisam entender o básico: uma pessoa normal se tornou alvo da mídia porque tem um Twitter com muitos seguidores [vamos lá, ter muitos seguidores é equivalente a ser especial, super inteligente, ou qualquer coisa?]; mal ou bem, ela foi parar em um programa da GLOBO que quase todo brasileiro sonha em participar [e, quem tem um pouquinho de noção sabe tamanho que a emissora tem no quadro nacional para a percepção popular em âmbito cultural, político, etc]; o programa BBB é um PRODUTO para ser CONSUMIDO.

Sabendo disso, um passo já foi dado!"

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